Pseudo-alopecia na arte: a moda na Idade Média e Renascença

June 15, 2016

Uma das alopecias cicatriciais mais discutidas atualmente é a alopecia fibrosante frontal. Descrita apenas recentemente  (os primeiros casos ocorreram em 1994), ela já é considerada uma epidemia por muitos especialistas.

 

O quadro clínico característico é o de queda das sobrancelhas e recuo da linha de implantação dos cabelos, dando a impressão de que a testa da paciente está aumentando de tamanho. As alterações decorrentes da doença são fonte de grande angústia para as pacientes.

 

Contrastando com os padrões atuais, mulheres com pouca ou nenhuma sobrancelha e uma fronte proeminente eram consideradas modelos de beleza em alguns países europeus, durante o século XV.

 

Encontramos diversas evidências deste padrão estético na pinturas realizadas nesse período, especialmente pelas escolas flamenga e italiana.

 

Para atingir a aparência desejada, as mulheres lançavam mão de diversas práticas cosméticas: não era incomum que muitas raspassem ou arrancassem com pinça os cabelos da testa e os pelos das sobrancelhas; outras lançavam mão de cremes com efeito irritativo para provocar a perda dos pelos.

 

Essa moda durou até o final do século XV, dando lugar lentamente a outras tendências.

 

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